segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Você tem alguma noção do que me causa? Alguma mínima idéia do que significa para mim? Você chegou assim, subitamente, roubou meus pensamentos e entrou em minha mente. Invadiu e se ocupou de todos os meus sonhos, agora tudo que meu corpo mais quer é o teu calor. Minhas narinas imploram por teu perfume e os meus lábios, ansiosos e fugazes, procuram os teus, tão doces e suaves. O maldito magnetismo, é. E o que mais me fascina é a tua peculiaridade, a tua ingenuidade, o teu jeito de me ver. A tua timidez em demonstrar sentimentalismo; teu jeito, meio sem jeito, de me abordar. A tua face corada quando percebo em mim o teu olhar. Teu traço sublime e como as linhas se rendem a habilidade sutil que você tem para delinear. São teus olhos que me prendem, mas é tão difícil resistir (e eu não quero resistir) àquilo que me faz delirar. São tuas palavras simples e tênues que conquistam o momento, que me tocam por dentro, que me fazem desmanchar. E o teu modo protetor, todo cheio de amor, me faz sentir querida, me faz destemida, orgulhosa por ser só meu o teu amor. Adoro tua admiração, tua alucinação. Tu és minha inspiração. E amaldiçoados sejam os ponteiros do relógio que vão lentos e cada vez mais lentos, como se fossem partes de uma conspiração. Minha sedução, meu modelo exato do que é perfeição. Eu poderia mergulhar e sumir na imensidão de teus orbes marcantes. Meu motivo, meu vício. E agora, você tem noção do que me causa? Você me diz coisas inebriantes, você está me cativando e nós somos tanto amigos, quanto amantes. Teus lábios molhados, teu olhar tão vidrado (...) E o mundo gira devagar.

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