segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


E eu comecei a perceber que nem tudo o que eu via era verdade; nem tudo que ele dizia era verdade. Ele tinha varias faces, mas eu não queria acreditar: eu fechava os meus olhos diante de todas as mentiras que ele contava. Ele dizia que me amava, e eu olhava para os céus e perguntava a Deus: "Senhor, me responda por favor, será que tudo isso não passa de uma brincadeira, de mais uma mentira?". Mas nenhuma resposta chegava, e a minha cabeça começava a ficar uma bagunça. Um turbilhão de memórias vinha como uma onda querendo me derrubar: coisas que ele disse; coisas que outras pessoas disseram; mentiras que eu acabei descobrindo depois. Tudo, absolutamente tudo vinha de uma vez, sem deixar espaço para o meu próprio raciocínio. Eu não sabia no que acreditar; eu não sabia o que dizer a ele sobre os meus sentimentos. Ele me confundia a cada dia mais, e suas palavras, algumas vezes, feriam meu coração tão profundamente, que vê-lo também tornava-se um sofrimento. Eu não podia mais fingir nada. Eu não podia mais dizer que o amava, quando na verdade, eu não sabia se realmente o amava.

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